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Os encontros de dezembro (09, 10 e 11/12) fecharam a participação da primeira turma da Escola de Sustentabilidade Integral. Nestes encontros fizemos juntos a saudação ao Sol (Surya namaskara) e o café da manhã coletivo no sábado e no domingo. Na sexta (09) assistimos coletivamente a um documentário sobre Auroville, a ecocidade indiana fundada em 1968, uma das referências mais importantes no mundo quando se trata de comunidades alternativas e sustentabilidade.
Nestes encontros tivemos uma aula com o professor Emerson Sales que nos apresentou uma série de dados científicos sobre as condições atuais do meio ambiente e as perspectivas futuras. Dialogamos sobre esta temática e sobre os desafios de sustentabilidade, tendo como foco a experiência das comunidades alternativas e os processos da nossa sociedade que contribuem cada vez mais para a degradação ambiental.
Parte do tempo do encontro de dezembro foi dedicado a realização coletiva de um balanço geral sobre a experiência da Escola nesse primeiro ano, levando em conta tudo que vivenciamos e de que modo alguns aspectos podem ser aprimorados para a continuidade deste projeto.
Vídeo sobre a questão ambiental:
Sexta a noite recebemos a visita de Stella Barros, estudiosa de Teosofia, que assistiu conosco um vídeo onde Jill Bolte Taylor (neurocientista americana) relata sua experiência com o lado direto do cérebro. O tema discutido na noite foi a intuição.
Sábado de manhã, após a chega em Terra Mirim, cada membro da Escola se integrou a uma atividade prática que estava ocorrendo no local, entre elas a limpeza e arrumação de alguns espaços e preparo de um banho de ervas no Templo do Fogo. De tarde tivemos uma roda de diálogo no espaço da Escola Ecológica com alguns membros da Terra Mirim. A princípio sobre as atividades ocorridas ao longo de alguns anos ali, envolvendo crianças de comunidades do Vale do Itamboatá, e as futuras atividades possíveis a serem realizadas naquele local. A discussão se estendeu para assuntos diversos: desafios de sustentabilidade, questões políticas e sociais, comunidades alternativas, etc.
Sábado a noite ocorreu na Terra Mirim o rito da Lua. Neste rito de purificação, os participantes se conectam com seu animal de poder através de algumas dinâmicas específicas que foram conduzidas pela xamã Alba Maria. Alguns membros da Escola se integraram participando juntamente com outros brasileiros e estrangeiros que estavam hospedados realizando uma jornada xamânica.
Domingo de manhã o grupo se juntou na Casa das Artes para partilhar esta experiência. Também fizemos uma caminhada para conhecer as áreas de reserva da Terra Mirim e algumas áreas de futura expansão da comunidade.
(por Lays Britto)
Partilha sobre a cabana de purificação no ritual da lua minguante.
A ida, mais uma vez, à Terra Mirim nos deu a oportunidade de conhecer melhor essa comunidade alternativa e suas inspiradoras práticas, particularmente uma que favorece o que é chamado de "busca da visão", que desenvolve a intuição. Tive o prazer de participar pela manhã da construção da cabana que foi usada à noite pelo grupo. Em um ritual simples, silencioso e muito cuidadoso, praticado dois a dois, colocamos cobertores para cobrir a estrutura permanente de varetas sólidas amarradas, que está próxima ao templo do fogo. Sob a supervisão de Savanah, cobrimos toda a cabana em duas camadas de cobertores e depois quatro pessoas trouxeram uma imensa lona plástica para cobrir toda a cabana para protegê-la da chuva. À noite, após a cantoria em torno da fogueira, foram colocadas pedras quentes vindas dessa no centro da cabana e em torno delas sentaram-se mais de 20 pessoas, em círculo. Quando foi jogada água sobre as pedras subiu o vapor e a cabana tornou-se o que se chama de "sauna sagrada" em outros espaços. No ritual, éramos estimulados a evocarmos nosso "animal de sabedoria" e recebi alegremente meu pavão, que me acompanhou durante todo o ritual, que ao todo durou cerca de 3h. O escuro total dentro da cabana, o calor e os sons coletivos permitem um mergulho em um espaço não convencional, onde a mente se aquieta e a intuição pode se expressar.
Obrigada à comunidade Terra Mirim que nos permitiu essa fantástica experiência. Obrigada à XamAM Alba Maria.
Hey Xamã!
(por Débora Nunes)
PROGRAMAÇÃO
Tema: Intuição, criatividade e arte, e diálogos com o outro enquanto humano, animal, vegetal e com outras dimensões energéticas.
Sexta (noite) - Filme sobre a experiência de Jill Bolte Taylor e discussão sobre intuição com Stella Barros.
Sábado, pela manhã - partilhando da Mirim (limpando e cuidando dos espaços comuns), esse serviço é realizado até às 11:30hs quando em seguida faremos meditação silenciosa no templo de meditação. Por favor cheguem até 09:00hs
12:30 hs almoço
14:30 hs encontro na escola ecológica da Mirim para rodas de conversa, trocas de saberes. Estarão à frente: Joseh, Dahvii e Babuca.Finalização entre 17 e 17;30hs
22:00hs Ritual da lua minguante. (opcional)
Domingo - Manhã - partilhando da Mirim (como no sábado) até ãs 10:00hs, em seguida diálogos com tema de troca da experiencia vivida.
Tarde - rodas de conversas com o tema das trocas da experiencia vivida. Finalização: 15:30hs
O tema intuição será vivenciado durante as práticas realizadas.
Muita paz.
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"Começamos nosso encontro com um café maravilhoso, com muita fartura recebidos por um casal, ISA e IVONILDO com todo carinho e receptividade. Aliás, as nossas refeições foram perfeitas com uma comida fantástica. Sábado Marcelo nos presenteou com muito conhecimento em ASTROLOGIA me trouxe a importância do autoconhecimento e como ela pode nos ajudar. Ainda no sábado, nossa querida professora Débora me fez perceber a importância da Economia Solidária. Mas, principalmente onde ainda tenho um longo caminho a ser percorrido." (Cris)
"Os encontros da Escola têm sido cada vez mais emocionalmente intensos. A experiência de mediar a leitura coletiva de mapa astral foi muito rica, me senti realizado vendo as pessoas se encontrando naquele diagrama difuso que é o mapa natal. o exercício da tarde de sábado, sobre como reagiríamos em um cenário de colapso, também ajudou muito no processo de trazer para a consciência certos aspectos da personalidade, e também como teremos um papel importante em certos tipos de situações limite. A conversa com Marcos Arruda também foi enriquecedora. Para finalizar precisaria de mais duas páginas, para conseguir descrever a natureza fantástica de Aratuba." (Marcelo)
"Minha experiência inicial foi na viagem de barco, na travessia, e depois na chegada no Condomínio, com o "cartão de visita" que marcou toda a nossa permanência que foi a alimentação, rica e farta! Este "banquete" se repetiu, e evidenciou que a gastronomia deve ter enfase nos próximos cursos, em todas as etapas, cultivo (origem), compra, processamento, elaboração e descarte, Destaque para a aula de astrologia e a roda de conversa com Marcos Arruda. O local é aprazível e propício para as atividades. Sugiro que se tente sensibilizar a comunidade para a necessidade de se trazer um trabalho ambiental na praia." (Zanatta)
"A nossa chegada a ilha já dizia o que estava por vir. A chegada de uma tempestade era eminente e os raios iluminaram o céu, delatando o energético fim de semana que estaríamos a ter, Uma mesa farta todos os dias em todas as refeições, um ótimo preparo para os momentos de autoconhecimento que vivenciaríamos. Nunca imaginei que me conhecer através da astrologia fosse tão intenso. Influências, planetas, arquétipos, inclinações, histórias, porquês, tudo parte de um todo que constituiu, constitui e lhe constituirá. Como se não bastasse a intensidade em me conhecer, vivenciei uma das conversas mais intensas da minha vida. Por videoconferência vimos e ouvimos Marcos Arruda relatar sua trajetória até a economia solidária, seus obstáculos, suas perspectivas, experiências. Me senti preparado para o que está por vir, sei que não estou sozinho e estarei me preparando cada vez mais para os desafios a frente. Feliz em ser aluno, essa é a E.S.I." (Ítalo)
"No final do sábado, após o intenso e profundo testemunho de Marcos Arruda, fomos caminhar na praia, já noite, em silêncio sintonizando nossa respiração com o vai e vem das ondas do mar... momento de paz, conexão, harmonia; perto do povoado, fomos até uma bela amendoeira, e tocamos nela, todos juntos, pudemos senti-la, sentir a batida dos nossos corações, e após um certo tempo, senti como se fosse um só coração, nós todos, a amendoeira, e isso me deu mais uma vez certeza de que somos uma ínfima parte do todo indissociável..." (Emerson)
"A conversa com Marcos Arruda por skype para mim foi algo muito lindo, tanto pela forma quanto pelo conteúdo. Nós ficamos sentados ao ar livre, bem juntinhos, para poder ouvir e ver Marcos pelo celular de Emerson (que foi o único no qual a internet funcionou...). A concentração e o silêncio de todos foi tocante. O conteúdo foi encantador pela longa história desse herói nacional que é Marcos Arruda, combatente contra a ditadura, que foi preso, torturado quase até a morte e exilado por uma década fora de seu país. Com sua sabedoria Marcos entendeu sua humilde contribuição na longa marcha de evolução humana, perdoar seus algozes e dedicar-se a buscar a coerência entre o que diz, pensa e faz, ao longo de toda a sua vida. Foi impressionante e nos tocou muito ver Marcos falar de sua compreensão sobre Deus: um ser externo e punidor, para um ser interno, amante, que guia a vida e o amor pelos outros e por si mesmo.
Outra experiência marcante desse final de semana foi a aula de Vicente Aguiar, que nos esclareceu sobre o imenso poder do capitalismo informacional comparado ao capitalismo tradicional, assim como as possibilidades das redes sociais e do movimento dos softwares livres em apoio à sociedade civil." (Débora)
"Durante a manhã de domingo tivemos uma oficina com Vicente Aguiar, um dos sócios-fundadores da COLIVRE, empreendimento de softwares livres baseado na lógica da economia solidária que teve dentre suas criações, o Noosfero que é um software livre para redes sociais.
Inicialmente ele enfatizou a necessidade de se romper com o tabu do dinheiro, essa sombra que acompanha as empresas de economia solidária, afinal de contas, estamos inseridos numa sociedade capitalista e existe a necessidade de que hajam frutos em prol do sustento daqueles que trabalham com isso. Há, então, que se desmistificar e superar a associação do dinheiro como algo negativo e diabólico.
Vicente contou-nos que tudo começou com a BANSOL que foi uma experiência autogestionária, visceral e autopedagógica desenvolvida por estudantes dos cursos de Administração, Economia, Direito, e após, Ciências da Computação da UFBA.
E num verdadeiro “boom” de informações valiosas, até então desconhecidas por nós, tratando sobre Autonomia e Liberdade em Tempo de Capitalismo Informacional, Aguiar considerou que revoluções tecnológicas tem que ser, antes de tudo, pensadas. E o movimento de Software Livre, é, antes de tudo, de contracultura, da cultura hacker, pois respeita a liberdade e a noção de comunidade do usuário, permitindo-lhe, entre outras coisas, distribuir e mudar o software. Não há, portanto, como se pensar numa sociedade livre, sem internet livre, sem software livre, uma vez que isso nada mais é que autosustentabilidade na economia solidária. E concluiu ressaltando que é preciso se estabelecer uma relação harmônica, de naturalidade com o que o ser humano criou.
Indicações de Livros:
Vita Brevis - Jostein Gaarder;
Programe ou Seja Programado - Douglas Rushkoff;
Da Contracultura a Cibercultura - Fred Turner.
Estes dois últimos, em inglês." (Virgínia Valadares)
PROGRAMAÇÃO:
Tema: Economia Solidária, Internet, softwares livres e redes sociais
Sexta 07/10
Ida: Pegar barca das 17h (para pegar o por do sol), atrás do Mercado Modelo
Chegada em Mar Grande: tomar van para Caixa Prego, descer no Condomínio Enseada de Aratuba
Jantar: Restaurante de Ivonildo e Isa, no próprio condomínio
Encontro da noite, na praia: Fechar programação da Tenda Ambiental no Brechó, de responsabilidade coletiva, sob coordenação de Ítalo Starteri;
Sábado 08/10
Manhã:
7:30h Café da manhã (restaurante de Isa)
8:00 às 9:00h Vivência do Mar (caminhada e meditação ao ritmo das ondas)
9:30h às 11:30h Trabalho de autoconhecimento utilizando a Astrologia para empreender autotransformação rumo à Sustentabilidade Integral, sob responsabilidade de Marcelo Alexandrino
11:30h às 12:30h Tempo do cuidado. Uso de argila para cura e banho de mar.
Tarde:
12:30h e 13:30h Almoço (restaurante de Isa)
13:00h às 14:30h Descanso
14:30h às 16:30h Exposição e discussão sobre Economia Solidária e softwares livres, com Vicente Aguiar e Débora Nunes
16:30h bate papo por Skype com Marcos Arruda
17:30h Partilha
Noite: Jantar com piquenique na beira da praia, fornecido por Isa
Domingo 09/10
Manhã:
7:30h Café da manhã (restaurante de Isa)
8:00 às 9:00h Vivência do Mar (exercícios meditativos coletivos na água do mar)
9:30h às 11:30h Exposição e discussão sobre Redes Sociais, Internet e Capitalismo informacional, com Vicente Aguiar
11:30h às 12:30h Tempo do cuidado. Massagem com óleos, alongamentos e banho de mar.
Tarde:
13:00h e 14:00h Almoço (restaurante de Isa)
Tarde livre. A hora do retorno para Salvador será decidida individualmente
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Incerteza, inclusividade, interdependência.
"Caminhar por dentro do rio Itamboatá, na Terra Mirim, tendo a xamã Alba Maria como guia, foi uma experiencia inesquecível. Ao olhar para as margens do rio, para as árvores que sombreavam a água, senti o privilégio de estar em um lugar que os humanos normalmente não penetram, uma estrada de ninguém. Acolher sob meus pés aquelas folhas, galhos, lama, profundezas misteriosas e férteis, aonde as coisas fermentam e dão a luz, na hora certa. Aceitar a incerteza sobre o que há sob meus pés, esquecer o medo para continuar vivendo uma experiencia nova, afastar da mente a ideia de que algo poderia dar errado e ir em frente. Alba sempre sabe o que faz!" (por Débora Nunes)
"No domingo (04.09) recebemos a visita de Vivina Machado, que nos esclareceu muito sobre o tema conflitos e como lidar com eles. Nesta ocasião ela nos conduziu a uma dinâmica interessante onde percebemos com clareza que nos momentos de conflito com o outro geralmente agimos de forma impulsiva e desmedida, perdendo muita energia, para tentar defender uma ideia que no fim das contas perde o seu sentido durante este processo. Também nos convidou a observarmos nossos pensamentos diante das situações e das pessoas para percebermos que muitas vezes enxergamos algo pela perspectiva das nossas emoções e pensamentos conflituosos, ou seja, de uma maneira distorcida, distante do que essencialmente é, aumentando o conflito ou gerando conflitos a partir desta atitude." (por Lays Britto)
Fotos: Eduardo Zanatta, Emerson Sales, Lays Britto.
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Programação:
8º Encontro (02, 03 e 04 de setembro de 2016)
"Gestão de conflitos e construção de desacordos fecundos"
Sexta (na Barra):
18:30h lanche e filme "Invictus", sobre a vida de Nélson Mandela, seguido de discussão
Sábado: (na Terramirim):
9:30h Trabalho com a xamã Alba Maria, focado nos conflitos internos de cada pessoa
13:00 Almoço e Repouso
14h Trabalho sobre planos de transição pessoal com ajuda do mapa astral, realizado por Marcelo. Participação de Alba nesse trabalho, nos trazendo novos elementos
17: Fechamento
Domingo (na Barra):
9:00h Atividade corporal e meditação focando na gestão de conflitos
9:30h Trabalho conceitual e prático com Vivina Machado sobre gestão de conflitos
11:30h Hora do cuidado: preparo do almoço
13h Almoço
13:30h Repouso
14h Trabalho conceitual e prático com Vivina Machado sobre gestão de conflitos
17: Fechamento
Os encontros realizados no mês de agosto foram voltados para a temática das iniciativas em transição para sustentabilidade e tecnologias alternativas sustentáveis. Na sexta (19/05) assistimos o filme "In Transition" que apresenta um pouco sobre o movimento Transition Towns, ou Cidades em Transição. Trata-se um de um documentário onde são apresentadas diversas iniciativas de transição em várias cidades no mundo. São experiências múltiplas como revitalização social de espaços através de práticas sustentáveis como hortas urbanas baseadas na permacultura; moeda local utilizando meio digital (mensagens de celular como forma de transferência de "crédito" entre compradores e vendedores), que fortalecem as potencialidades socioeconômicas de determinados bairros; recuperação de espaços degradados por catástrofes naturais através de ação coletiva, entre outros muitos projetos.
Tivemos a visita de alunos da Residência em Habitação Social da UFBA (Universidade Federal da Bahia), que compartilharam conosco um pouco de sua experiência neste curso, conheceram e registraram as tecnologias sustentáveis desenvolvidas no espaço da escola: energia solar, captação e uso de água da chuva, produção de adubo orgânico, etc.
Também tivemos a visita da professora Heliana Metting, falando sobre o tema cidades em transição, focando especialmente na experiência das ecovilas, que são comunidades intencionais que buscam desenvolver práticas de sustentabilidade em diversos campos da vida social - cultura, economia, política, espiritualidade - além de desenvolver e manter uma relação mais equilibrada com relação a Natureza e uso de seus recursos.
(Lays Britto)
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Programação 6º Encontro (19, 20 e 21 de agosto 2016)
"Cotidiano de transição para a sustentabilidade: a coerência entre o dizer e o fazer"
Sexta:
18:30h lanche e filme Cidades em Transição, seguido de discussão
Sábado:
8:30h Atividade corporal e meditação, a mesma realizada no FSM de Montreal, chamada de Yoga Xamânica
9:30h/10:30h Explicações sobre o funcionamento de várias práticas ecológicas: captação de água de chuva, energia solar, compostagem, reciclagem de objetos, etc
10:30h a 12:30h Apresentação de Heliana Mettig sobre Ecovilas
12:30 a 13:30h preparo da comida e Almoço
13:30h Repouso
14h Continuação do trabalho da manhã sobre o funcionamento das práticas ecológicas, com detalhamento sobre como implementa-las
16:30h Prestação de contas sobre recursos financeiros da Escola no primeiro semestre;
17: Fechamento, por do sol no Porto da Barra
Domingo (em Itapuã):
8:30h Atividade corporal e meditação com contato aproximado com elementos da Natureza
9:30h Explicações de Simone e Cristóvão sobre o funcionamento da residência deles em termos de produção de alimentos, compostagem, entre outras práticas ecológicas
11:30h Hora do cuidado: preparo do almoço
13h Almoço
13:30h Repouso
14h Roda do grupo para discussão sobre os desafios da coerencia
16:00hTrabalho sobre mapa astral, realizado por Marcelo e implicações nos planos de transição pessoal
17: Fechamento
"A participação da professora Suzana abordando o tema
ecoalfabetização foi fundamental para o aprendizado sobre a teia da vida. A
fala dela suscitou uma série de intervenções que contribuíram para o
entendimento dos conceitos e para uma reflexão acerca de como a Natureza
suporta a vida em REDES. Fizemos um paralelo do tema com o filme AVATAR que foi
ilustrativo e pertinente. Outro assunto que Suzana domina e que nos interessou
por demais foi como saber escutar, que considero fundamental no aprendizado com
o outro." (Eduardo Zanatta)
"O vídeo de Rifken me impressionou pela abordagem que ele fez em termos de conjunções históricas que provocam grandes transformações. Ele diz que a revolução neolítica e as revoluções industriais (1º e 2º), são fruto do passagem de modos de produção de energia e de modos de comunicação. No caso do surgimento das primeiras civilizações Mesopotâmica e Egípcia houve uma mudança de comunicação com a evolução da escrita usada para organizar a agricultura significou o uso de energia solar para produzir cereais em larga escala para alimentar energeticamente a população das cidades que estavam nascendo. Na primeira revolução industrial conjugam-se a imprensa e o acesso dos trabalhadores a leitura com a passagem de energia humana para a energia da máquina. Na segunda revolução industrial foi a invenção da eletricidade conjugada com o telefone, que encurtou distância. Ele prevê uma nova revolução com a conjugação do uso da internet com a produção descentralizada e conectada de energia. O compartilhamento seria a palavra de ordem da revolução em curso." (Débora Nunes)
"Iniciamos um trabalho de análise pessoal com relação a questões de sustentabilidade na vida cotidiana de cada um – gestão do tempo, uso da água, alimentação, contato com a Natureza, resíduos, consumo, etc –, para tomar consciência do que é necessário melhorar através de um questionário simples. Diante desta atividade, cada um iniciou um plano para implementar transformações que gostariam/precisam realizar em busca de uma vida mais coerente e equilibrada." (Lays Britto)
PROGRAMAÇÃO:
5º encontro Escola de Sustentabilidade Integral
22/23/24 julho
Tema: Alfabetização Ecológica
Sexta:
18:30h Avatar visto como uma rota iniciática de educação transformadora e alfabetização ecológica
Sábado:
8:30h Atividade corporal e meditação com visualização criativa sobre infância e adolescência
9:30h Dinâmica de grupo em torno do questionário de auto avaliação enviado e das perguntas em torno do processo de educação de cada um. Evocação das metodologias pedagogia do oprimido, construtivismo, escolas Waldolf, etc
11:30h Hora do cuidado: massagem coletiva, preparo do almoço, mosaico, etc
13h Almoço
13:30h Repouso
14h Alfabetização ecológica com a prof. Dra Suzana Moura
16:30h Roda do grupo para acompanhamento do plano de transição pessoal (2 grupos)
17: Fechamento, por do sol no Porto da Barra
Domingo:
8:30h Atividade corporal e meditação com visualização criativa sobre o futuro
9:30h Educação transformadora: Schumacher College, Jorge Larossa Buendia, Maturana e a encíclica do Papa Francisco, com Emerson Sales
11:30h Hora do cuidado: aplicação de argila, preparo do almoço, mosaico, etc
13h Almoço
13:30h Repouso
14h Projeto de comunidade alternativa: Aprendendo com arte a transição
16:30h Prestação de contas dos recursos da na Escola de Sustentabilidade Integral
17: Fechamento, (vídeo)
5º encontro Escola de Sustentabilidade Integral
Tema: Alfabetização Ecológica
Sexta:
17: Fechamento, (vídeo)
PROGRAMAÇÃO
4º encontro Escola de Sustentabilidade Integral
4º encontro Escola de Sustentabilidade Integral
10/11/12 junho
Tema: Democracia participativa, novos coletivos cidadãos e dimensão feminina da política
Sexta, dia 10, noite, 18:30h
Lanche cooperativo
Filme: O ativista quântico e vídeo do Brechó EcoSolidário (7min)
Discussão colaborativa
Ritual de fechamento
OBS: Para preparar-se para a discussão, o audio livro "O Campo" de Lynne Mc Taggart é altamente recomendado
https://www.youtube.com/watch?v=1-mURUrW6ZI
Sábado, dia 11
Manhã
8:30 às 9:00h Atividade de consciência corporal e meditação Yin Yang
9:00 às 10:30h Discussão de tres textos de Débora sobre o feminino e a política: “Cidades do futuro e o espirito feminino” e “Superando a dominância masculina” e "As mulheres não querem o poder?"
Os textos precisam ser lidos previamente
10:30h às 11:30h Exposição sobre “História da democracia participativa” (Débora Nunes)
11:30h às 12:30h Tempo do cuidado (preparo coletivo do almoço e cuidado com coisas pessoais - quem quiser pode trazer algo para consertar junto com a turma)
Tarde
12:30h e 13:00h Almoço
13:00h às 14:00h Descanso
14:00h às 14:30h Exposição sobre o livro “Os novos coletivos cidadãos” (Débora Nunes) em conexão com a temática exposta pela manhã
14:30h às 16:30h Discussões em grupo e socialização da discussão: Rebatimento das exposições sobre o projeto de comunidade em transição para a sustentabilidade integral
16:30h às 17:30h Bate-papo com Ivan Maltcheff (França – co-autor, com DN, do livro exposto) por Skype sobre sua experiência acerca dos novos coletivos cidadãos. Hora a SER CONFIRMADA
17:30h Partilha e Fechamento
Domingo, dia 12
Manhã
8:30 às 9:00h Atividade de consciência corporal e meditação no Parque da Cidade
9:00 às 9:30h Reunião com coletivo do Brechó EcoSolidário para possivelmente articular parceria com participantes da Escola de Sustentabilidade Integral
10:00h às 12:30h Participação do grupo no posto de troca do Brechó no FUSCA
Tarde livre, compensando maior extensão do encontro anterior
Encontros no Sítio do Futuro/Fazenda Boa Vista (Por Eduardo Zanatta)
Esse foi o encontro mais doce que tive em minha vida. Começou com o Engenho de Cana, onde saboreamos rapadura e melaço, feitos de uma forma bem natural. Seguido de uma paz profunda na Capela da Fazenda Bela Vista: Uma capela de quase cem anos de construção, com meditação e uma força somada de todos os colegas com suas energias brilhantes e afetuosas, uma aura azul cheia de luz: Isso é que é integração.
Na busca das cachoeiras, através de trilhas com árvores lindas e frondosas, canto de pássaros e depois um banho gelada num poço maravilhoso, vi como tudo isso faz bem à nossa saúde mental, física e principalmente espiritual.
Plantamos árvores e sementes, numa Agrofloresta, já trabalhada e que pra mim foi uma experiência nunca vivida, uma experiência inesquecível e que me ensinou muito, pois vivenciamos a dificuldade de plantar, tendo cuidados com as plantas e sentindo a resposta da natureza nessa contribuição tão ínfima que prestamos a ela, de onde tiramos tanto e somos presenteados incessantemente e sem limites.
Unindo tudo que fizemos juntos, demonstramos, em cada encontro, o aprendizado da integração de todos, com a contribuição de seus ensinamentos, formando uma consciência, cada vez maior, de que temos muito a fazer e que é possível fundar nossa Comunidade Sustentável. (Por Asdrubal Alvim)
Encontros no Sítio do Futuro/Fazenda Boa Vista (Por Eduardo Zanatta)
A visita das pessoas que integram hoje a Escola de Sustentabilidade Integral ao Sítio do Futuro foi a realização de um projeto há muito tempo sonhado. Para as pessoas da região, toda a proposta do Sítio é de díficil compreensão, até abstrata, embora estejam lá a simplicidade, a reciclagem, o foco nas pessoas e o respeito à Natureza e a colaboração com ela de forma muito vívida. A compreensão do conceito de Permacultura que está por tras de tudo que fazemos lá certamente foi reforçada com a presença dessa turma incrível de gente generosa, ecológica e de conversa nem um pouco "aguada". Para meu pai, Dr João, para Josiel e Adla, que trabalham conosco, e para S. Zé de Terto, nosso mestre local, certamente vocês foram a prova de que há uma rede de pessoas que comungam das ideias que se expressam na forma como conduzimos o Sítio do Futuro. Vocês reforçaram nosso campo energético e certamente o trabalho que fazemos lá se tornará mais fácil, pois mais compreendido. (Por Débora Nunes)
Pintura concebida a partir da nossa experiência na Fundação Terra Mirim, feita com argilas de diversos tons. (Por Cristina Silva)
Nessa última semana (15, 16 e 17/04), que começou com o encontro no terraço da Barra, onde assistimos o documentário I am, mostrando a mudança de vida de um grande produtor cinematográfico, que encontrou a felicidade que antes não tinha, e logo em seguida com o contato com o grande professor, escritor e antropólogo Ordep, que com sua sabedoria nos contou estórias dos índios e uma série de casos do seu convívio, excita a gente, faz com que reflitamos mais sobre esses exemplos.
Na Comunidade Terra Mirim o contato com os elementos, terra, água, ar, plantas medicinais e os exercícios e participações, em grupo, com o compartilhamento de todos os ensinamentos e práticas que passam a fazer parte de nós e alegra nossa alma. Lembro de, durante a caminhada pela trilha onde visitamos a horta e o plantio das ervas, um contato afetuoso com as plantas que pareciam me acariciar, tocando no meu corpo, borboletas voando em minha frente, como se me conduzisse pelo caminho:
Essa sensação é muito importante, é muito forte, faz um bem danado.
O trabalho com a argila, tanto de pintar como de passar no corpo, o banho de ervas, o banho no rio, tem um significado muito acima do nosso conceito racional, pois está bem acima e é naturalmente Divino.
Somando isso tudo a um estado de meditação com a Yoga Xamânica, bem conduzida por uma orientadora brilhante, certamente, propiciou a todo grupo um estado de espirito contemplativo e mais sensível na busca do encontro com nosso Eu Maior.
Na verdade tudo que estamos aprendendo e compartilhando vai nos preparar para criar uma Comunidade Sustentável. (Por Asdrubal Alvim)
Sábado: 16/04
No sábado, pude vivenciar um processo de pintura, no qual estive em contato com a argila tirada da terra, ainda bruta, e aprendi todo amassar, cessar e peneirar a argila, até que ela virasse um fino pó para usarmos na pintura da parede do Templo do Sol de Terra Mirim - misturando a argila com água, cola e cal, renovamos o espaço. Todo o processo de pintura do Templo do Sol pode me trazer à consciência de que o estado meditativo está dentro de mim, sempre que eu queira experienciá-lo. Mesmo em grupo, realizando uma tarefa de pintura, foi possível estar em silêncio e presente, dedicando-me de corpo e alma à atividade proposta. No domingo, como que um presente, pude conhecer uma outra forma de usar a argila... Depois de cuidar do Templo do Sol, pude cuidar e ser cuidada através do uso de emplastro com a argila umedecida. Deitada ao chão, relaxando sob a sombra de grandes árvores, senti, ao primeiro toque da colega, o geladinho da argila em minha barriga e todo o cuidado que ela dedicava a mim. Senti-me cuidada, zelada, com todo carinho e amor. Depois pude retribuir e dediquei o mesmo toque cuidadoso e carinhoso ao fazer o emplastro de argila nela. Nós duas, e as demais duplas que estavam presentes, aprendemos a preparar o emplastro de argila que promove a cura e o cuidado através da terra, da Mãe Terra. (Por Roberta Neri)
Domingo: 17/04
Em uma atmosfera de simplicidade e reverência, entramos no viveiro da Terramirim com as xamãs Minana e Zuca, para que cada um/a escolhesse sua folha para o banho coletivo. Era 17 de abril e, sintonizados/as com o Brasil, pensamos que precisaríamos da força da Guiné, da calma da Água de Alevante, do descarrego do Quioiô, da beleza do Lírio branco do brejo e das florzinhas da Dama da Noite, entre outras. Andando pelo terreno da Mirim, fomos colhendo folhas e flores, e com ajuda das xamãs, preparamos o banho, num grande balde azul, com água do rio e folhas maceradas calmamente e coletivamente. Por fim jogamos as flores que completavam a beleza do que fazíamos. Cada um de nós foi benzido em seguida por Alba e Minana com a água da jarra que saía do grande balde e escorria pelo nosso corpo em união profunda da nossa Natureza com a da Grande Mãe e ouvia as palavras carinhosas e encorajadoras que um/a colega pronunciava em nossa homenagem. Gratidão Alba e comunidade de Terramirim. (Por Débora Nunes)
Domingo em Terra Mirim (Por Eduardo Zanatta)
Terra Mirim (Por Lays Britto)
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